Os 200 melhores álbuns de Rock Progressivo - Parte 6
Depois de uma longa pausa, recomeçamos com os discos de 150 a 141 da lista da Uncut Magazine!
Já cobrimos 50 discos (25%) da Lista.
Fiquei um tempo sem lançar esses textos devido a Copa do Mundo (que toma mais tempo do que parece) e uma operação que fiz na mão para tratar uma Síndrome de Túnel do Carpo (que me impediu de escrever por duas semanas).
Essa sexta parte possui alguns discos consagrados e algumas coisas que eu não sei porque a revista achou que deveria colocar na lista. Vamos lá...
Já cobrimos 50 discos (25%) da Lista da Uncut Magazine.
Fiquei um tempo sem lançar esses textos devido à Copa do Mundo (que toma mais tempo do que parece) e de uma operação que fiz na mão para tratar uma Síndrome do Túnel do Carpo (que me impediu de escrever por duas semanas).
Essa sexta parte possui alguns discos consagrados e algumas coisas que eu não sei porque a revista achou que deveria colocar na lista. Vamos lá...
150 - Bursting at the Seams - Strawbs (1973)

Esse é o disco mais famoso do Strawbs. A entrada do guitarrista Dave Lambert mexeu bastante com o som da banda, se tornando um rock mais "comercial". A maior parte das músicas possui uma duração menor e vocais em coro. O baixo de John Ford se destaca bem.
É um disco de contrastes, pois ainda possui músicas com o estilo anterior, mais pro folk, como "Down by the Sea" e "Tears and Pavan". Das mais curtas, gostei de "Lay Down" e "The Winter and the Summer".
É um bom disco mas é uma música que não envelheceu tão bem. Elas foram feitas para sua época e não para eternidade. É o que acontece na maioria dos casos.
149 - Dedicated to you, but you weren't listening - Keith Tippet Group (1971)

Keith Tippett é um pianista oriundo do Jazz (que já apareceu no Centipede). Aqui, ele junta gente do Jazz e do Rock Progressivo em um projeto que é claramente de Jazz Fusion.
Tem que se fazer força para encontrar elementos de Rock Progressivo aqui. Há seções com variação de ritmo, o baixo elétrico com certeza traz um ponto em comum, a bateria em alguns momentos é mais de rock do que de jazz. Nada disso muda o fato que é um som baseado em metais e em longas sessões de improviso.
Independente de rótulos, é um excelente disco e mesmo que você nunca tenha ouvido nada de Jazz esse aqui vai lhe agradar.
148 - L - Steve Hillage (1976)

Após Gong, sua banda original, ter uma crise causada pelo abandono repentino de Daevid Allen, Steve Hillage se sentiu mais à vontade puxando um novo projeto do que, como era a vontade da gravadora, conduzindo a antiga banda.
Esse disco é o seu segundo trabalho nesse sentido. Produzido nos Estados Unidos por Todd Rundgren, é gravado com músicos norte americanos.
Como esperado, é um rock bem baseado em guitarras. Hillage é mestre na técnica "glissando", que faz a guitarra emular o som de um teclado, o que é amplamente usado em todo o álbum.
Destaques para os dois covers "Hurdy Gurdy Man" e "It's All too much" e para a instrumental "Hurdy Gurdy Glissando".
147 - Yes - Yes (1969)

Sem ainda ser o que será uma das bandas dominantes do rock progressivo, o Yes traz nesse álbum de estreia vários sinais do que estaria por vir. Apesar de ter alguns elementos sinfônicos e arranjos mais longos em algumas faixas (Harold Land e Survival, por exemplo), eles ainda têm uma forte base pop e psicodélica.
Ainda é uma banda procurando o seu estilo, que curiosamente aparece mais nos covers 'I See You' (The Byrds) e 'Every Little Thing' (Beatles) do que necessariamente nas composições originais. Usando material já conhecido, eles o evoluíram, levando-o a um novo patamar.
No fim, é um ótimo álbum, com ótimos arranjos e o maravilhoso vocal de Jon Anderson, sendo um bom exemplo de como o rock progressivo não nasceu como uma ideia pronta, mas foi um desenvolvimento natural do rock ao encontrar músicos de formação clássica para executá-lo.
146 - The Power and the Glory - Gentle Giant (1974)

Gentle Giant é uma das principais bandas do Rock Progressivo. Embora não tão popular quanto Genesis e Yes, é extremamente reconhecida pelos aficionados do gênero.
Esse disco mostra bem o porquê. O uso de múltiplos instrumentos (inclusive com instrumentos, as mudanças de tempo complexas e as harmonias inusitadas mostram que estamos ouvindo músicos. Embora seja uma música menos comercial, não é nada comparado a coisas mais experimentais que já passaram nessa lista.
Esse é um álbum conceitual, que conta a história de um governante, de sua proclamação a a húbris gerada pelo poder. Sua gravação trouxe uma série de desafios técnicos para os profissionais do estúdio, dada a quantidade de instrumentos e a busca dos efeitos desejados.
É um grande álbum e tem tudo que o fã de progressivo gosta.
145 - The Snow Goose - Camel (1975)

Neste álbum, o Camel (outro queridinhos dos fãs do estilo) entrega um álbum totalmente instrumental
Tanto esse como o disco anterior são espécimes típicos dessa época, que foi o auge do estilo.
Enquanto o Gentle Giant é mais eclético, com mais influências de música contemporânea, esse é mais sinfônico, a ponto de ter propiciado um grande concerto no Royal Albert Hall, que gerou um álbum ao vivo.
Destaque para ótima Dunkirk.
144 - The Birthday Party - The Idle Race (1968)

The Idle Race é uma banda do psicodelismo inglês, no mesmo estilo de The Kinks e The Monkees. Na verdade ficou mais famosa por ter lançado Jeff Lynne, que ficaria famoso com a Eletric Light Orchestra.
Para mim, não funciona. É pretensioso sem entregar conteúdo que justifique tamanha pretensão. São músicas curtas, no formato de pop, mas claramente eles se acham superiores a isso.
Eles tentam ser um Beatles do disco azul com músicas no formato do disco vermelho. Não entregam uma coisa nem outra.
143 - Quatermass - Quatermass (1970)

Álbum de estréia (e único) desse power trio inglês, formado por John Gustafson, Peter Robinson e Mick Underwood. Mesmo sem um guitarrista, o som é um progressivo clássico, com o teclado fazendo o papel principal na maioria das faixas.
Embora o disco seja bastante promissor, infelizmente a banda não foi muito à frente.
Como curiosidade, o disco foi gravado em Abbey Road (o que implica que era uma boa aposta da gravadora, a Harvest Records. Porém, uma desastrada turnê nos Estados Unidos, com diversos problemas logísticos e financeiros acabou estressando a banda a ponto de gerar a dissolução, menos de um ano depois do lançamento do álbum.
142 - First Base - Babe Ruth (1972)

Esse foi uma boa surpresa. Hard Rock com pitadas de Jazz e com momentos de progressivo, cria bons climas, usando vários temas norte americanos (apesar de ser uma banda inglesa).
O grupo se destaca pelos vocais de Jennie (Janita) Hahn e as guitarras de Alan Shacklock. As influências são bastante ecléticas e vão de Frank Zappa a Curtis Mayfield.
The Mexican é o destaque do álbum, que também foi produzido no Abbey Road. Como curiosidade, a sua batida (a parte separada do baixo e bateria) influenciou muito o hip-hop americano, que buscava partes de músicas onde só a cozinha aparecesse para samplear e gerar as suas músicas.
Quem imaginaria que o funk deve algo ao progressivo... pois é!
141 - An Asylum for the Musically Insane - Tea & Symphony (1969)

Com uma capa que faz referência óbvia aos personagens do Yellow Submarine, O Tea & Symphony era um sexteto inglês que representa mais um daqueles elos perdidos do rock, pop e psicodelismo com o rock progressivo. Esse é o seu primeiro disco.
Esse aqui tem uma pegada mais folk, com umas batidas de violão bem interessantes.
Assim como vários outros discos desta amostra, é mais um lançamento da Harvest, que realmente estava dando tiro para tudo quanto é lado nessa época, com resultados variados. Esse aqui durou dois discos que, se não fizeram muito sucesso na época, hoje são disputados a tapa por colecionadores.
Na minha opinião, vale mais como curiosidade.
E chegamos ao fim de mais uma etapa.
Realmente é difícil manter uma cadência semanal destes textos. Eu prefiro demorar mais e ouvi-los com atenção, para escrever algo que seja realmente uma impressão minha e não meras informações na internet (que obviamente eu também uso para complementar o material).
Não tenho pressa, ainda estou buscando um estilo, essa série é uma espécie de laboratório.
E aí, o que acharam. Tivemos alguns discos mais conhecidos nessa amostra. Conheciam algum? E dos desconhecidos, algum o surpreendeu?
Comentem aí!