Diário da Copa - 29/06/2026
O que vale a Copa do Mundo? Ou mesmo uma simples Vitória? Para o Equador, valeu muito!
A primeira fase da copa do mundo é uma festa. Da segunda fase em diante, é uma competição, uma das mais cruéis que existem.
Ficamos três semanas vendo jogos e acompanhando diferentes histórias de diferentes países. Dezesseis deles foram embora.
Agora, em uma semana, mais 16 terão o mesmo destino. Um a cada jogo.
Em um jogo tudo pode acontecer. Até mesmo a lógica (aliás, é o que se espera na maioria dos casos).
Eu viajei nesse fim de semana e não tive tempo de escrever. Ainda farei um resumo do que achei da primeira fase, discutirei a média de gols, o nível dos jogos e a questão de que alguns jogos sabendo o que precisam para se classificar e outros não.
Eu pretendia fazer um simulado do mata-mata mas, no momento em que escrevo, o Canadá já se classificou e o Brasil se aquece para jogar contra o Japão. Periga meus palpites envelhecerem mal muito rapidamente.
Acho que o Brasil chega "pronto" para o mata-mata. Não é o um time super treinado, mas é um time. A defesa é bem postada e o ataque se achou. Se vai ser o suficiente, só o tempo e os jogos dirão.
Japão é um bom time, mas o Brasil deve ganhar. Se perdermos, ficará um clima bem estranho e a turma do "eu te disse" fará uma festa com Neymar e Ancellotti no papel de Judas de Semana Santa.
Verdade seja dita, isso será feito em qualquer derrota. Se perdermos na final, nos pênaltis, contra a França depois de um 3x3, vão dizer que o time é uma porcaria, que o Neymar não poderia ter ido, etc. Ninguém vai lembrar que a mesma situação, quatro anos atrás, foi a "maior final de todos os tempos".
O Japão é isso tudo, mas se o Brasil ganhar, afinal de contas, eles não eram essas coisas. A narrativa muda muito rápido, ao sabor dos resultados.
São cinco jogos eliminatórios, cinco chances de dar errado. Essa turma só precisa acertar uma vez. O Brasil precisa acertar cinco!
Dito isso, na minha opinião, o Brasil é meio que obrigado a ganhar essa rodada e a seguinte. Perder para Japão ou o vencedor de Costa do Marfim x Noruega será bem amargo, por melhor que esses times sejam e joguem contra nós.
A partir das quartas, se for a Inglaterra, acho que a responsabilidade é dividida. Se for o México ou um menos votado, seremos favoritos de novo.
Numa eventual semifinal, onde provavelmente teremos a Argentina (que terá problemas para se explicar caso não chegue, dada a sua chave), será provavelmente a maior semi-final de todos os tempos. Se for a Colômbia, por melhor que ela esteja (e terá que estar, ao vencer a Argentina numa quarta-de-final), nosso pedigree nos dará novamente o favoritismo.
Resta a final, onde provavelmente veremos França, Espanha ou Holanda. Aí entendo que será um jogo igual.
Se o Brasil ganhar, será bem legal, pois os desafios vão aparentemente aumentando e a final seria o clímax, uma vitória dando o troco á França.
É um sonho? Talvez seja. Sonhar não custa nada!