Diário da Copa - 22/06/2026
Vitórias de Espanha, Holanda, Argentina e França confirmam os favoritos da Copa. Alemanha tem vitória clássica contra Costa do Marfim e continuamos na expectativa do que o Brasil poderá fazer.
Depois de ver o segundo jogo de Holanda, Argentina, Espanha e França, fica difícil defender que o campeão não sairá de um desses aí.
A Holanda é um time muito ajeitado e eficiente. Basicamente não perde chances e zerou o saldo de gols da Suécia dando-lhes a mesma goleada que estes aplicaram na à Tunísia na primeira rodada.
A Espanha teve a volta do Lamine Yamal e com isso se recuperou do tropeço contra Cabo Verde com um sonoro 4x0. Enquanto isso, Cabo Verde aprontou mais uma, dessa vez contra o Uruguai, que está nas cordas, precisando ganhar da Espanha para se garantir.
A Argentina joga para o Messi fazer gols e mais uma vez ele aproveita. Fez mais dois e se garantiu como maior artilheiro da histórias das Copas (pelo menos por enquanto).
E a França não deu bobeira e vai vencendo o possante Iraque por 3x0 depois do jogo ter ficado mais de uma hora parado devido a tempestade de raios nas imediações do estádio.
Gary Lineker, famoso atacante e comentarista de futebol inglês dizia que "futebol é um jogo de 11 contra 11 que a Alemanha ganha no final".
Mais uma vez isso foi posto a prova nesse fim de semana, onde a Costa do Marfim teve tudo para ganhar dos Alemães e acabou perdendo de virada, com um gol nos descontos, no melhor estilo da Alemanha.
Injusto? Acho que não. Os africanos tiveram várias chances de fechar o caixão e não aproveitaram. "A Bola pune", como dizia o Muricy Ramalho.
Eu acho que a Alemanha não está no nível dos times que comentei acimas mas, se for possível, é melhor evitar.
E o Brasil?
Verdade seja dita, o Brasil parece firme defensivamente. Pode parecer que não, porque o Brasil meio que dá campo para os adversários (até o Haiti veio para cima). Acredito eu que isso seja um pouco da vontade de "atacar o espaço" (o que normalmente é raro para a gente, porque a maioria dos times joga em bloco baixo contra nós).
O ponto é que, mesmo cedendo a bola, o Brasil sofre relativamente poucos chutes. Pode ser que seja mais demérito dos nossos adversários (o Marrocos demonstrou contra a Escócia a sua dificuldade em transformar seu domínio em gols e o Haiti foi apenas heroico contra o Brasil, tomando praticamente 3 gols de contra-ataque no primeiro tempo).
O problema é do meio para frente. Alem do fato, óbvio, de que não existe entrosamento, fica a impressão que falta intensidade. Existe uma certa falta de urgência. Parece que estão jogando o campeonato brasileiro, com 38 rodadas e não um torneio de 8 partidas.
Talvez seja só impressão, gerada pelo fato de que não temos um time armado e dependemos apenas de lampejos. Só que esses caras se conhecem, já jogam juntos de alguma forma, não é possível que eles não consigam se organizar minimamente.
É muito importante passar em primeiro, para se manter na costa leste dos Estados Unidos e ter mais tempo entre as partidas e, principalmente, para ficar longe da França e da Argentina pelo menos até as semifinais.
Se conseguir ficar em primeiro, teremos pela primeira vez um joguinho a tarde em dia de semana! Se não der para torcer para coisas maiores, que sirva pelo menos para isso!